HISTÓRIA

 Origens

 O termo faca é a designação genérica de um instrumento cortante, constituído de lâmina e cabo. Facas são utilizadas a pelo menos dois e meio milhões de anos, como demonstrado pelas ferramentas Olduvaiense. Termo usado em arqueologia para se referir às primeiras indústrias líticas dos hominídeos na África, durante o período Paleolítico Inferior. A denominação Olduvaiense refere-se ao sítio arqueológico mais importante de tais indústrias: a Garganta de Olduvai, na Tanzânia. O Paleolítico Inferior teve início aproximadamente, três milhões anos e foi até por volta de 250 mil anos atrás, quando mudanças evolucionárias e tecnológicas importantes levaram os historiadores e arqueólogos a uma nova divisão: o Paleolítico Médio (200.000 a 30.000 anos) .

Ferramentas Olduvaiense – 1,7 milhões de anos

 As facas originalmente foram confeccionadas em pedra, pederneira, obsidiana (tipo de vidro vulcânico) e meteoritos. Um demorado caminho ao longo do tempo se percorreu na evolução tecnológica e nas técnicas no trato dos metais. Nosso ancestrais e mesmo o homem contemporâneo, motivados pela necessidade e pelos conhecimentos adquiridos a cada etapa, introduziram evolução tecnológica de fabricação das facas, com lâminas feitas de bronze, cobre, ferro, aço, cerâmica, titânio e a introdução e aperfeiçoamento das têmperas.

A maioria das facas modernas apresenta como característica principal uma lâmina fixa ou uma lâmina articulada, caso dos canivetes, com padrões de lâmina e estilos tão variados quanto o número de industrias, de cuteleiros e países de origem.

Ligações às culturas, religiões e superstições

A faca apresenta um papel significante na maioria das culturas por ritual e superstição e muitas culturas têm versões típicas de facas. Devido a seu papel como a primeira ferramenta da humanidade e por certo, devido sua importância essencial para sobrevivência, proteção e lida diária, várias culturas agregaram significação espiritual ou religiosa às facas.

Citando apenas alguns exemplos: uma faca colocada debaixo da cama enquanto a mulher está dando à luz alivia a dor, ou, presa na cabeceira de um berço, protege o nenê. Foram incluídas facas em alguns ritos funerários anglosaxões, assim o morto não estaria indefeso no próximo mundo.

Podem ser achados símbolos de facas em várias culturas para representar todas as fases da vida e a faca representa um papel importante em alguns ritos de iniciação e muitas culturas executam rituais com uma variedade de facas, inclusive os sacrifícios cerimoniais de animais. Guerreiros Samurais, como parte do bushido (código de honra samurai), poderiam executar suicídio ritual ou seppuku, com um tanto, um tipo faca japonesa comum. Um Athame ou Athamé é um punhal cerimonial, com uma lâmina afiada e normalmente um cabo de cor preta. É o instrumento ritual principal ou ferramenta mágica entre várias usadas na religião de Wicca, e também é utilizada em outras tradições de feitiçaria neopagã.

Na Grécia uma faca colocada debaixo do travesseiro é usada para manter distantes os pesadelos.

Athamé

Outra convicção comum é que se uma faca for dada como um presente, a relação do doador e presenteado será cortada. Para quebrar essa fatalidade algo como uma moeda pequena, uma pomba ou um valioso artigo é trocado pelo presente. Portanto, ao realizar esse pagamento a  amizade não seria afetada.

SACRIFÍCIO DE ISAAC

De acordo com a história bíblica, Deus ordena para  Abraham que ofereça seu filho Isaac como um sacrifício. (Gênese 22:5 e 22:8). Depois que o Isaac é colocado no altar, um anjo de Deus pára a mão de Abraham ao último minuto, e um carneiro é sacrificado em vez de Isaac. Um anjo previne o sacrifício de Isaac:

Abraham e Isaac, Rembrandt, 1634

O LIVRO DE ENOQUE

Profeta Enoch

O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento (Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é chamado de Enoch etíope.

 Esse documento faz algumas referências sobre facas e espadas. Citamos duas passagens interessantes para o nosso objetivo histórico.

Capítulo 8

1. Além disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, facas, escudos, armaduras…

E quem seria Azazyel que ensinou a técnica de trabalhar com os metais na confecção de facas e espadas aos homens?

De acordo com o próprio evangelho de Enoch, Azaziel seria um dos anjos como relata em outra parte do texto:

Capítulo 68

…2. Eis os nomes destes anjos…o vigésimo primeiro, Azazyel.
3. Estes são os principais (chefes) dos anjos, e os nomes dos líderes de suas centenas, e seus líderes de cinqüenta, e os líderes de suas dezenas

 

Manuscritos do Mar Morto

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Faca Bowie

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Faca do tipo “Bowie”

faca Bowie designa, de modo genérico norte-americano, facas de defesa e caça, rústicas e de grandes proporções (geralmente lâminas longas – acima de 25 cm – e largas, tipo clip point), com cabo não cilíndrico, empregada nas fronteiras dos EUA desde meados do século XVIII.

O nome que as eternizou surge muito depois da popularização do seu uso, com um duelo ocorrido em 19 de setembro de 1827, na Praia de Vidália (Rio Mississípi), perto da cidade de Natchez, Estado da Luisiana. Neste episódio (em inglês o chamado Sandbar Fight), o principal protagonista, Jim Bowie, comerciante e aventureiro de grande prestígio social na época, durante uma luta renhida com vários contendores, mesmo atingido por diversos disparos de pistola logra matar com um golpe de sua grande faca o major Noris Wright, seu desafeto, após este lhe desferir um golpe de bengala-estoque no peito, sobrevivendo a esta luta para morrer anos mais tarde na épica Batalha do Alamo, em 1836, no México.

Este e outros episódios protagonizados por estas facas, narrados pelos pioneiros e colonizadores do oeste norte-americano associaram definitivamente estas facas à conquista do Velho Oeste, ligando-as indelevelmente à cultura estadunidense, difundida posteriormente a nível mundial.

O período áureo do uso destas facas nos EUA foi do início do século XIX até pouco depois da Guerra Civil Americana (1861-1865). Este tipo de faca, inicialmente produzida de forma artesanal e com acabamento rústico, sofre durante estes anos, modificações em seu desenho e, especialmente em seu acabamento e fabricação, que foram sendo refinados, fazendo surgir diversas variantes. Com a fama passou a ser fabricada em outros países, encontrando-se em produção até hoje.

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